Mandioca: A Rainha do Brasil e o Segredo da Nossa Tapioca Perfeita

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Prepare-se para mergulhar na história de uma raiz que é a rainha do Brasil, desvendar seus segredos e entender por que ela é tão fundamental na nossa culinária, especialmente na hora de fazer aquela tapioca deliciosa! 

Das Origens Indígenas à Mesa do Dia a Dia 

Nossa mandioca, a Manihot esculenta, é 100% brasileira, viu? Acredita-se que ela nasceu lá no coração do Brasil e foi se espalhando pelas mãos dos nossos povos originários, como os Tupinambás e os Guaranis. Muito antes da chegada dos portugueses, ela já era a base da alimentação por aqui. 

O primeiro registro escrito que temos é lá de 1500, na famosa carta de Pero Vaz de Caminha ao Rei de Portugal. Ele contava que os indígenas viviam “desse inhame” (como chamou a mandioca) e eram “tão rijos e tão nédios” comendo isso, mais fortes até que os europeus com todo o trigo e legumes.  

Habitação de negros escravizados, a Senzala. Obra de Johann Moritz Rugendas.A mandioca se tornou fundamental para diversos grupos que formaram o Brasil: era alimento básico para os indígenas, para os africanos escravizados que chegaram aqui, para os colonos livres, para os bandeirantes e exploradores, e sim, para a resistência dos quilombolas, que na agricultura de subsistência encontravam na mandioca a base da sua alimentação. Ela resiste bem à seca e cresce fácil em solos que outras plantas nem sonham em vingar, por isso é tão abundante no nosso território e foi crucial para a sobrevivência e o desenvolvimento do país. 

Sua importância era tanta que a primeira Constituição do Brasil, em 1824, a “Constituição da Mandioca”, definia que só podia votar quem tivesse renda baseada em bens como a “raiz” – a mandioca! Além disso ela foi eleita pela Organização das Nações Unidas (ONU) como o alimento do século 21! 

Os Muitos Nomes e Tipos: Brava vs. Mansa 

Existem muitos tipos de mandioca por aí, mais de 2000 catalogados! A gente as divide em duas grandes famílias: a mandioca mansa (ou aipim/macaxeira), que é aquela que a gente cozinha e come direto, e a mandioca brava, que tem uma substância tóxica e precisa de um processamento especial para virar alimento. 

Habitação de negros escravizados, a Senzala. Obra de Johann Moritz Rugendas.

E é aí que entra a sabedoria ancestral dos nossos povos indígenas! Eles desenvolveram técnicas incríveis para transformar essa raiz, principalmente a brava, em comida segura e deliciosa. Fermentavam a mandioca em água (a pubagem), ralavam, e usavam ferramentas geniais como o tipiti, um cesto trançado que funciona como uma prensa potente para tirar o líquido tóxico, e a urupema, uma peneira para refinar a massa. 

Uma Raiz de Mil Possibilidades 

Falar em mandioca é falar em um universo de produtos. Ela é a mãe de uma família enorme de “descendentes”. Além das farinhas (com suas peculiaridades regionais!), temos o tucupi, a tiquira (uma bebida destilada), a maniva (a folha, usada na maniçoba), o carimã, a goma, o sagu, e claro, a fécula ou polvilho, que dá origem ao beiju de tapioca e é a alma do pão de queijo. Até o amido da mandioca é usado em colas, tintas e embalagens! Uma raiz super versátil! 

O Segredo da Nossa Tapioca Akio: Qualidade Que Vem da Raiz 

Agora, vamos falar do que interessa para os amantes de tapioca! A qualidade da tapioca começa na raiz, e é por isso que temos um padrão altíssimo para a mandioca que chega na nossa produção. 

Para produzir a fécula (o polvilho) que vira a Tapioca Akio, somos super rigorosos na seleção das raízes. Temos um processo bem definido para garantir que só o melhor chega até você: 

  • Rapidez é Essencial: As raízes colhidas têm um prazo máximo de 24 horas para serem recebidas. Depois disso? A qualidade pode começar a cair. 
  • Variedades Selecionadas: Não é qualquer tipo de mandioca que serve para a fécula de tapioca. Algumas espécies, como a Amazoninha, cascudinha e B36, não são usadas de jeito nenhum para esse fim. Inclusive, essas espécies só são descarregadas para outros usos com a liberação expressa do departamento de qualidade. Isso mostra o cuidado na seleção! 
  • Qualidade Impecável da Raiz: As raízes escolhidas precisam ter a polpa branca, um alto rendimento (mais de 300g de fécula por quilo de raiz) e, o mais importante: livres de doenças, sem podridão e sem aquela cor azulada. 

Essa é a nossa especificação de raiz para a fécula de tapioca. E para garantir que o lote todo esteja no padrão, a carga não pode ter mais de 20% de raízes com características indesejáveis, como podridão ou coloração azulada. 

foto reprodução stock

Esse cuidado minucioso na escolha e manejo da matéria-prima é o que garante a pureza e a qualidade superior da fécula que usamos na Tapioca Akio. É a certeza de que a tradição da mandioca, a rainha do Brasil, chega à sua mesa em forma de uma tapioca deliciosa e perfeita! 

A Mandioca Continua Reinando! 

A mandioca, com sua rica história, diversidade e importância cultural e econômica, continua sendo a rainha do Brasil. E aqui, na nossa produção, ela é tratada como realeza, com todo o respeito e rigor que garantem a qualidade do produto final. 

 

 

Experimente a diferença que a raiz faz! Sua tapioca perfeita espera por você.